12 de ago de 2011

Leia o primeiro capitulo de The Medusa Plot


Há pouco tempo saiu o primeiro capítulo do primeiro livro da série Cahill vs. Vespers, The Medusa Plot ( tradução livre: A Conspiração de Medusa ), no site oficial de The 39 Clues. Confira a seguir o primeiro capítulo traduzido:
Um galho havia encontrado um caminho pela manga de Dan e estava fazendo cócegas em sua axila, mas valeu a pena. Da árvore, ele olhava direto para o balanço da varanda nas portas do pátio. Lá estava sua irmã, Amy, perto de seu namorado, Evan Tolliver. Iria ser bom. Eles só estavam namorando há alguns meses, mas Amy fora obcecada por esse cara dois anos atrás. Falar sobre um jogo feito no paraíso – o nerd bibliotecário e a geek de computador. Ele tocou no botão para ativar o gravador de voz de seu celular. A posteridade tinha que saber das palavras delicadas de romance que estava prestes a passar entre sua Julieta e seu amante Romeu.
Qual é, pessoal, não tenho o dia inteiro! O ônibus escolar vai chegar aqui em dez minutos!
Determinado a não perder uma só palavra – se houvesse alguma – ele avançou na direção do galho e se empoleirou perigosamente acima do casal.
O primeiro som que encontrou seus ouvidos certamente não era uma expressão de amor.
– Mrrp.
Dan arriscou um olhar sobre o ombro. Sentado atrás dele no mesmo galho estava Saladin, o gato empanturrado que Amy e Dan tinham herdado de sua avó, Grace Cahill. O olhar verde impenetrável do mau egípcio penetrou-o como dois lasers. Na boca, Saladin carregava uma lata vazia de caviar russo, seu último petisco favorito.
– Agora não, Saladin! – Dan sussurrou. – Não vê que estou ocupado?
O gato o respeitou solenemente e começou a passear pelo galho.
– Sai! – Dan assobiou. – Você vai nos matar!
Saladin não era leve, graças a seu caro paladar para caviar, cioba fresca, bolinhos de camarão e sushi. O galho começou a tremer.
Na tentativa de recuperar o equilíbrio, Dan deslocou seu peso. Era tudo que o limbo podia agüentar. Com um crack, foi arremessado da árvore. Saladin saltou para o tronco e se segurou com as patas. O galho e Dan caíram como um, alastrando-se aos pés do casal no balanço da varanda.
Amy e Evan pularam do assento duplo, olhando para Dan no meio dos destroços.
– Você estava nos espionando? – Amy exigiu.
Dan se levantou, limpando um corte em seu braço.
– Estava tentando tirar Saladin da árvore com um pouco do caviar que ele gosta – ele explicou, no seu rosto a figura da inocência.
Saladin exclamou um “Mrrp!” de ultraje e a lata caiu no chão.
– E pode ficar aí em cima até ter aprendido a lição! – Dan repreendeu o gato.
Com um suspiro exasperado, Amy subiu no tronco, envolvendo sua mão livre ao redor do barrigão de Saladin, e desceu, sentando o Mau egípcio no gramado. Dan notou a facilidade que sua irmã teve ao escalar o carvalho complicado. Ela era uma atleta agora. Era algo novo. Ela treinava constantemente – correndo, escalando rochas, trabalhando como uma maníaca no ginásio do porão. Era a mesma velha Amy, mas não completamente. Dois anos atrás, ela sensível, tímida e despreparada quando o destino tinha inesperadamente requerido coisas extraordinárias de dois órfãos de Boston. Então ela esteve se preparando.
Dan sentiu a ameaça, também, mas sua irmã tinha baseado a vida inteira nisso.
Amy balançou a cabeça de desgosto.
– Só porque você elevou sua tolice para uma arte não te dá o direito de espiar todo mundo. Não tem nada melhor pra fazer?
Dan olhou para ela, impressionado. Ele nunca iria falar a verdade. Ele não tinhanada melhor pra fazer.
Amy não tinha sido a única a cruzar o globo na caça ao tesouro de alto risco dois anos atrás. Dan esteve com ela por todo o caminho – sobrevivendo pela inteligência, meio segundo antes do desastre, com nada menos que o futuro do mundo na linha.
As 39 pistas. Dois anos atrás, ele nunca tinha ouvido falar no termo. Mas, desde o final do funeral de sua avó, ele havia aprendido mais do que queria saber. Ele e Amy faziam parte da família mais importante na história. A fonte do poder estava escondida nas pistas.
A caçada das pistas tinha levado ao limite da resistência humana. Tinha picado suas almas. Tinha quase matado os dois.
Então por que sentia que foi a única parte da vida de Dan que significou alguma coisa?
Quando você está no meio de alguma coisa como a caçada, a oitava série simplesmente não está à sua altura. Como pode?
Se arrastar da cama. Ir para o ônibus escolar. Fazer lição de casa. Repetir isso cinqüenta mil vezes.
Não que Dan quisesse voltar a ser perseguido, explodido, levar tiro, socado, envenenado, estrangulado e usado como isca de crocodilo. Tinha sido horrível. Voltar àquilo? Nunca!
E mesmo assim ele nunca se sentira tão vivo durante aquelas semanas malucas e arriscadas. Ultimamente, Dan tinha ficado fascinado pelas historias de soldados voltando para casa dos horrores da guerra. Eles ficaram emocionados de sair daquilo. No entanto, se esforçaram para se adaptar às suas famílias e rotinas.
Na superfície, Dan tinha tudo o que sempre quis. Eles eram ricos. Moravam numa mansão enorme com todo vídeo game, gadget e sistema de entretenimento existente. Ele tinha um grau de independência e liberdade que a maioria dos garotos de treze anos sonhava.
Então qual era o problema? Por que ele sentia como se seu mundo estivesse saindo de uma TV preto-e-branco de doze polegadas construída em 1967?
Talvez eu só esteja com tédio…
Mesmo assim alguma coisa estava faltando.
Uma série de luzes do outro lado da propriedade chamou sua atenção. Ele espremeu os olhos para ver Sinead Starling na janela do chalé de visitas, mirando um espelho de mão no sol.
– Ei, aquilo não é código Morse? – Evan perguntou.
– Provavelmente é aquele código da Guerra Fria soviética que ela acabou de resolver – disse Amy. – É seu novo favorito.
– Por que ela precisa de qualquer código? – Dan resmungou. – Ela mora na nossa casa de visitas. Ela pode falar com a gente a hora que quiser.
Ele já sabia da resposta. Alta, surpreendentemente bonita e brilhante, Sinead nunca fazia nada do jeito fácil. Ela havia virado o gênio da Fundação MacArthur para consertar a casa de visitas e entrar para o campo de treinamento pessoal de Amy. Eles tinham sido rivais implacáveis na caçada, mas em pouco tempo, as duas viraram quase irmãs.
Sinead era legal, Dan tinha que admitir – para uma pessoa com um código favorito.
As luzes cessaram e Sinead emergiu da casa pequena. Ela saltou em um quadriciclo e atravessou a propriedade na direção de Amy, Dan e Evan. Um par de óculos de soldador foi puxado em sua testa da juba de cabelos ruivos.
– O ônibus escolar virá daqui a pouco – ela informou. – Eu estava no telhado, e o vi vindo da rodovia.
– Por que você estava no telhado? – perguntou Evan.
– Estou adaptando a fornalha para emissões a carbono zero, e tinha que fazer algumas modificações na chaminé. Vocês realmente deviam me deixar dar um trato naquele monstro na casa de Grace. Sua eficiência em energia é patética.
Todos ainda chamavam a residência principal de casa de Grace depois da avó de Amy e Dan, mesmo a própria nunca ter morado lá. A mansão original tinha sido destruída pelo incêndio logo após seu funeral. Amy e Dan tinham reconstruído-a das fotos e da memória. Do lado de fora, estava tão parecido com a original quanto eles podiam refazer – um abrigo e um lugar de felicidade para dois órfãos. Dentro era outra história: câmeras de infravermelho, balcões Geigi, janelas à prova de bala. E aqueles só eram os recursos de segurança.
Eles ouviram o barulho de uma máquina seguida pelo guincho da velha emissão enquanto o ônibus se aproximava do portão. Evan pegou o pulso de Amy e começou a escoltá-la para a rua.
Esses dois não podem fazer nada sem se tocar? Dan refletiu, saindo na cola deles. As constantes mãos dadas o irritavam. Do mesmo jeito os braços envolvendo os ombros, pendurando um no outro, e a intimidade geral. Era como um holofote de sua isolação
– Te vejo mais tarde – Amy disse a Sinead.
Sinead não assistia à aula. O sistema de educação tinha mais que aprender dela que vice-versa.
Sua mente ainda estava nas modificações da fornalha.
– Eu podia reduzir a fatura de rendimento por dois terços.
– Estamos cheios, lembra? – Dan respondeu.
O aquecimento global não liga para a sua conta bancária – ela falou depois. – Pense nisso.
O ônibus sacudiu parando e a porta abriu. Os três se apressaram no longo caminho e entraram.
Dan achou uma fileira de assentos vazios e despencou em um deles. Nos dois lados do corredor, pares de amigos tagarelavam empolgados sobre esportes, TV e livros e o dia adiante.
Não Dan. Para ele, era a parte mais inútil da rotina menos que impressionante que estava para começar. Por que duas crianças com dinheiro o bastante para comprar trinta Maseratis pegariam o ônibus escolar?
Ele nunca entenderia isso. Se eles até criassem um trânsito escolar exibido no Smithsonian, o ônibus Secundário de Attleboro seria destaque. Estava velho; estava calor; estava superlotado; cheirava mal. Amortecedores? Que amortecedores? Cada solavanco e buraco vibrava sua espinha para cima e para baixo.
Amy disse que era necessário. Eles tinham que se misturar. Certo – como o que ia acontecer. Durante a caça das pistas, ele e Amy tinham visto e feito coisas – coisas terríveis que nenhuma criança deveria saber. Eles tinham memórias que nunca se desmanchariam. Era especialmente verdade para Dan…
Ele checou seu celular. 08h40min da manhã. A aula ainda não tinha começado, e ele já estava contando os minutos de ir para casa. Se a vida real já era idiota depois de tudo o que ele tinha passado, duplicava na Escola Secundária de Attleboro.
Ele espiou sua irmã algumas fileiras à frente. É – ela e Evan estavam fazendo A Agarração. Lembrou Dan uma casa de cartas. Empurrar um e o outro provavelmente cairia como uma pedra. Ele não tinha certeza por que eles o irritavam tanto. Por todo direito, ele devia estar feliz por Amy. Ela era apaixonada por Evan desde o ano calouro. Ela era tão tímida que era um milagre ela mesma ter tomado coragem para falar com ele. Mas agora que eles estavam finalmente namorando, estavam em seu próprio mundinho. Eles provavelmente nem mesmo notavam as marchas retificando, as molas retorquindo e o barulho ensurdecedor do mecanismo enquanto o ônibus lutando para se manter à frente do caminhão de cimento bem atrás dele.
Dan franziu o cenho. A batedeira estava bem perto – só alguns metros longe do pára-choque traseiro do ônibus.
O que há de errado com esse motorista? Ele não sabe que é perigoso ficar na traseira?
O pensamento mal tinha cruzado a mente de Dan quando o caminhão aumentou a velocidade e bateu bem na traseira do ônibus.
Era 08h42min da manhã no fuso-horário do leste, exatamente o mesmo instante dos seqüestros dos Cahills ao redor do mundo.

O impacto arremessou Evan de seu assento e jogou Amy em cima dele. Gritos e choros de todo lugar indicaram que outros estudantes tinham sido sacudidos também.
Uma fração de segundo depois, o caminhão-tanque na frente cantou pneus, bloqueando a estrada. O motorista do ônibus pisou no freio. A fumaça da borracha queimada escureceu o pára-brisa.
Amy fechou os olhos, esperando uma colisão e uma explosão devastadora. Mas o ônibus sacudiu numa parada a meros centímetros do tanque de prata do petroleiro.
– Todo mundo pra fora! – ordenou o motorista.
Os passageiros não tiveram que ouvir duas vezes. Eles saíram correndo rapidamente.
Evan pegou a mão de Amy.
– Vamos lá, vamos sair daqui!
Amy olhou para trás e confirmou que Dan não estava ferido e na cola deles. Então ela seguiu Evan nos degraus da frente do ônibus.
Ela notou duas coisas na mesma hora: 1) O motorista do caminhão de cimento estava vestindo uma máquina de esqui, mostrando só os olhos, e 2) aqueles olhos travaram nela no instante em que apareceu.
Está acontecendo . . .
Ela sempre soubera que iria, mas agora que a situação estava sobre ela, ainda era um choque.
O homem tirou alguma coisa da bolsa da jaqueta de esqui. O fluxo de adrenalina era algo que Amy não havia sentido por dois anos sólidos. Quando a mão levantou, segurando uma pistola, seu pé já estava voando nela. Quando ela chutou a arma do punho, pôde sentir pelo menos dois dedos dele se quebrando. A arma caiu no chão e deslizou sob o tanque e fora de alcance.
Os estudantes se dispersaram de terror. O agressor tentou atingir Amy com a mão boa. Evan tentou ficar na frente de sua namorada e foi quase arrancado para fora do caminho.
Mas Amy estava pronta. Ela esteve se preparando para esse momento desde o fim da caçada das pistas. Foi por isso que ela tinha entrado em forma e treinado artes marciais.
Ela enterrou dos socos rápidos, que embalou o assaltante, mas não o derrubou. Ele tentou de novo, e dessa vez ele teve reforço. O motorista e o passageiro do tanque, também em máscaras de esqui, entraram na luta.
Amy manteve-os sob controle, socando e chutando com velocidade e força do vento. Mesmo assim, sabia que estava perdendo a batalha. Ela estava se cansando, e qualquer um dos seus inimigos tinha muito mais força física que ela.
O que vão fazer comigo? Ela pensou aterrorizada. Com Dan?
No mundo Cahill, as conseqüências da falha geralmente eram severas.
– Amy! Se afasta! – veio uma voz de trás.
Dan. Ela obedeceu sem hesitar, um instinto da caçada das pistas – as dúzias de vezes que ele tinha salvado a vida dela e ela tinha salvado a vida dele.
Dan foi para frente, brandindo a mangueira do caminhão de cimento. Ele puxou o gatilho e encharcou os três homens mascarados da cabeça aos pés. Então ele olhou ao redor para os estudantes chocados e silenciosos.
– Alguém tem um fósforo?
O motorista do ônibus escolar puxou um isqueiro descartável e atirou para ele.
Foi o bastante para os três homens nas máscaras de esqui. Eles se viraram e correram, desaparecendo nas árvores que margeavam a estrada.
Houve um silêncio ensurdecedor. Ninguém mexeu um músculo. Quando os estudantes finalmente encontraram suas vozes, as perguntas assustadas vieram em cascata:
– Quem eram esses caras?
– Vocês acham que eles vão voltar?
– Amy… onde aprendeu a lutar desse jeito?
– Eu… eu… – Amy tentou falar, mas sua gagueira entrou no caminho, como sempre fazia nas horas de estresse. Os assuntos Cahill tinham chovido neles antes – mas nunca na frente de dúzias de vizinhos e colegas de escola.
Na frente de Evan!
E falando em Evan…
– Dan… – a voz do namorado dela estava abafada – você realmente ia fazer isso?
As pernas de Dan entraram em colapso em movimento lendo, e ele sentou-se de pernas cruzadas no meio da rua, o isqueiro ainda cerrado em punho. Ele registrava choque, no entanto o olhar no seu rosto era determinado e como pedra.
Amy o conhecia melhor que qualquer um no mundo, mas até ela não conseguia ler seus pensamentos. Ás vezes seu irmão era o mesmo velho Dan, que tentava colecionar tudo, de tampas de garrafa a múmias egípcias. Mas desde a caçada das pistas, havia vezes que ele se retirava dela e não podia ser atingido.
Os olhos fechados dos Cahills – uma troca de puro desgosto. Eles não entendiam a razão para o ataque ao ônibus escolar. Mas uma coisa era certa – aqueles homens estavam procurando por ela e Dan. Era a história Cahill voltando para assombrá-los.
Tinha começado de novo.
As sirenes da polícia os trouxeram de volta à especulação e realidade. Estar com medo da morte não era desculpa para revelar segredos Cahill. Irmão e irmã silenciosamente concordaram que só havia uma coisa que eles não podiam falar: a verdade. Obviamente, havia um ônibus cheio de testemunhas, uma betoneira e um caminhão de tanque que eles não podiam desejar ficar longe. Mas a próxima pergunta – o por que – não estava em discussão.
Os negócios Cahill eram apenas para Cahills.
Eles não eram só a família mais poderosa de todos os tempos, os Cahills também eram uma das mais trágicas. O sucesso incrível e sua desgraça incrível originaram-se da mesma fonte – as 39 pistas.
As pistas tinham se revelado como trinta e nove ingredientes de um soro extraordinário que emitiam maior inteligência, astúcia, criatividade, inventividade e força física para qualquer um corajoso o suficiente para engoli-la. Na superfície, oferecia a promessa de uma raça humana melhor. Na realidade, no entanto, tinha sido muito mais ameaçador.
A fórmula milagrosa desencadeou uma busca suja de sangue para controlá-la.Tinha sido nada menos que uma guerra entre os cinco clãs da família – Lucian, Janus, Ekaterina, Tomas e Madrigal. Ninguém sabia quantas vidas na caçada das pistas tinham sido reclamas ao passar dos séculos, do próprio Gideon Cahill em 1507 até os pais de Amy e Dan em um caso horrível de incêndio culposo nove anos atrás. Deviam ter sido milhares.
Agora a caçada das pistas tinha acabado. Dois anos atrás, Amy e Dan se uniram com membros jovens de todos os clãs da família para destruir o soro definitivo. Ninguém devia ter tanto poder. O mero conhecimento que a fórmula dava tinha transformado os Cahills em assassinos cruéis. Eles colocaram um fim em cinco séculos de loucura.
No entanto, Amy sempre esperou pelo outro sapato cair. Nunca houve paz e harmonia no caminho Cahill. Ela sentia que o ataque de hoje era o primeiro tiro na próxima guerra. E essa guerra faria a caça das pistas parecer um passeio na Boston Common.
Tradução: PJ BR

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