14 de jun de 2011

Rick Riordan entrevistado pelo Jornal Diário do Nordeste

 A TeenAge teve o privilégio de bater um papo com o autor texano por conta da última coluna, Fãs de mitologia que saiu no Zoeira no domingo, dia 12. Lá, foi publicado apenas um trecho da conversa. Aqui, vocês conferem o material completo:



TeenAge: Antes de se tornar autor de livros infanto-juvenis, o senhor foi professor universitário. A experiência em sala de aula o auxiliou a criar a saga de Percy Jackson?


Rick Riordan: Com certeza. Quando escrevi “O ladrão de Raios”, imaginei-me lendo-o em voz alta para os alunos. Queria criar um romance que retivesse a atenção da classe inteira, não apenas dos alunos que amassem ler. Não gostava muito de ler quando criança. Como professor e escritor, faço um esforço para atingir as crianças que, como eu, talvez não sejam grandes leitoras. Tento usar o que sei sobre os interesses das crianças – o que elas acham engraçado, interessante – para fazer o romance andar.
TA: O senhor enxerga algo de si mesmo no Percy Jackson?
RR: Percy tem o meu senso de humor. Como ele, eu não fui sempre um bom aluno na escola. Percy também foi inspirado em alunos para os quais já ensinei e, em parte, no meu filho Haley, que tem dislexia e déficit de atenção.
TA: Por que o senhor acha que as crianças e os adolescentes são fascinados por histórias de fantasia?
RR: Leitores jovens gostam de escapar da realidade. É mais fácil e interessante para eles ler sobre um mundo sobrenatural e sobre pessoas que fazem coisas maravilhosas como aquelas que realizam feitiços e perseguem dragões do que ler sobre pessoas comuns como as que vão para a escola. É legal fingir, de vez em quando, que você pode ser uma pessoa completamente diferente. E os livros trazem essa chance.
TA:  Por que tramas que fazem uso da mitologia ainda fazem tanto sucesso?
RR: Os deuses gregos são nossos primeiros super-heróis.  Eles têm poderes fantásticos e ao mesmo tempo são falhos e humanos. Nós queremos ser como eles, mas também somos capazes de perceber seus defeitos e escolhas tolas. E suas histórias têm tudo aquilo que poderíamos querer – romance, ação, mistério, magia, heróis corajosos e vilões terríveis. É por isso que há milhares de anos os escritores pegam emprestado elementos da mitologia para suas histórias.
TA: O senhor acha que a série Percy Jackson pode aumentar o interesse das crianças e adolescentes pela literatura de livros mais densos, como Odisseia e Ilíada, por exemplo?
RR: Escuto isso o tempo todo. Professores usam o Percy Jackson com frequência como aquecimento para módulos sobre Homero ou sobre mitologia grega. Bibliotecários contam que seções de mitologia juntavam poeira até que Percy Jackson apareceu e agora não conseguem manter os livros nas prateleiras. Acho isso maravilhoso.
TA: Alguma vez o senhor imaginou que seus livros se tornariam tão populares?
RR: Eu torcia para que as histórias conquistassem leitores crianças, mas eu nunca antecipei tão grande propagação. Não foi um sucesso da noite para o dia nem foi algo publicizado desde o começo. “O Ladrão de Raios” foi propagado de criança para criança, professor para professor, familiar para familiar e, assim, a saga foi se tornando maior com cada livro.

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